sábado, 4 de fevereiro de 2012

O MILAGROSO DA GUINÉ-BISSAU


Um momento especial, Jornal Expresse  em uma entrevista com o Primeiro-Ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes, vulgo Cadogo Junior.
Jornal Expresse – bom dia senhor Primeiro-Ministro, como você se sente hoje na Guiné-Bissau, quase considerado um Deus, um milagroso que apareceu de nada para salvar um país arrasado por completo durante décadas?
Primeiro-Ministro – bom dia a todos que está me escutando neste momento. Na realidade, eu me sinto muito orgulhoso com a recepção dos guineenses pelos meus recentes trabalhos que eu vim a desenvolver em um país que foi governado há anos com mão-de-ferro e corrupção fora do controle.  É evidente que se brota tanta euforia dentre os guineenses ao meu respeito.
JE – mas, durante os anos de mão-de-ferro e corrupção, segundo afirma a sua Excelência, onde que você se encontrava?
PM – na Guiné-Bissau. Aqui nasci aqui fiz toda a minha vida.
JE – que me desculpe senhor PM pela formulação precária da pergunta. Onde que a sua Excelência se encontrava politicamente?  
PM – entrei depois na política para salvar os meus...
JE – seus negócios?
PM – jamais! Mas, sim, os meus irmãos guineenses.
JE – claro. É esse tipo de discurso que qualquer povo deseja ouvir. Mas, depois de se inserir na política, o senhor se opunha à política suja que ocorria com os politiqueiros da época ou você era indiretamente cúmplice?
PM – não. Eu era e sou sempre limpo, tanto no social quanto na política. Sempre defendia e defendo este país, cuja ancestralidade faço parte. Jamais vou querer criar frustração e angústia nos guineenses.   
JE – por que não?
PM – agora o senhor está de brincadeira comigo! Os guineenses não merecem viver mais no sofrimento que já havia vivido há séculos. Mas, é evidente, eu sozinho não podia fazer nada.
JE – por isso o senhor se acomodava e não se incomodava?
PM – sim, senhor.
JE – não acha isso de cumplicidade? Porque um bom político nunca consegue fazer política cercado das pessoas sujas, egoístas, corruptas, sanguinárias, assim por diante.
PM – nada de cumplicidade! Simplesmente fiquei ali... até hoje para salvar os meus...
JE – é. Salvar os seus irmãos guineenses?
PM – justamente.
JE – alguns críticos à sua governabilidade afirmam que o senhor e seu partido P.A.I.G.C. não estão fazendo, atualmente nenhum milagre. Simplesmente estão tapando buracos que vocês mesmos deixaram há décadas. E, alguns acham que nem buracos vocês estão tapando, mas, sim, esburacando. Eles acham que vocês continuam com a vossa estratégia de sempre, discursam mais, usando a história que todos os guineenses haviam participado direto ou indiretamente. A história que hoje vocês tomam como se fosse feita apenas por vocês do PAIGC. O que você acha a respeito?
PM – frustração. Apenas frustração dos nossos adversários. Eles vivem sem fazer nada, só criticam, criticam, criticam...
JE – o senhor não se acha que eles estão fazendo papel deles, criticar? A quem você acha que se assenhora do bem público?
PM – os guineenses. Mas, como dizem, falar é fácil. Os meus adversários falam mais e não fazem absolutamente nada.
JE – o senhor não acha que o falar, criticar é o papel dos políticos? O senhor não acha quem deve fazer é o próprio senhor, porque aparelho do Estado está em suas mãos, principalmente a economia do país? Você não acha se não fosse o erro fatal do P.R.S. ou se a sociedade guineense tivesse um esclarecimento político, jamais vocês governariam a Guiné-Bissau? 
PM – acho que não. Senhor sabe muito bem que fazer política, não é fazer discursos e discursos. Ainda mais, os discursos que nada têm a ver com a conjuntura política do século XXI. Os políticos guineenses conjeturam mais do que falar a realidade, na qual o povo se encontra.
JE – então, isso vai ajudar o bastante para se eternizar no poder?
PM – nada disso. O eterno é só Deus. Simplesmente os guineenses precisam de quem faz a política com responsabilidade. Precisam de quem fala ou trabalha pelo povo e para o povo.
JE – antes de encerrar esta nossa conversa, Jornal Expresse precisa saber de você, quais as estratégias que a sua excelência usa para acalantar os críticos: perseguição ou trabalhar mais?
PM – na Guiné-Bissau, não tem mais lugar à perseguição a nenhum filho guineense. O nosso objetivo é dar resposta nos afazeres e não nos “afalares” KKKKKK   

JE – Primeiro Deus... desculpe-me, foi um erro. Primeiro Ministro não precisa gargalhar com todos os dentes. A sua presença aqui conosco foi boa e agradecemos muito por isso. Continue acalantar um povo esfomeado com um prato de comida, Jornal Expresse está contigo.
PM – eu que vos agradeço pelo convite. Os guineenses podem se confiar em nós. A nossa estratégia é esta: dar de comer e pagar salário em dia seja qual for o valor. Abraço a todos.

Jornal Expresse
Jornalista, Prudêncio de Ocante     
Marcelo Aratum 
aratum22@yahoo.com.br